Nota de Falecimento – Gérard Monnier (1935-2017)

O DOCOMOMO Brasil tem o pesar de anunciar o falecimento de Gérard Monnier. Presidente honorário e fundador do DOCOMOMO France (1991), Gérard foi um importante historiador da arquitetura do século XX e professor da University Paris-1 Panthéon-Sorbonne.

Pesquisador de referência no campo da história do Movimento Moderno, Gérard Monnier serviu o DOCOMOMO com comprometimento e é uma grande perda para nossa comunidade.

O funeral está marcado para o dia 29.

Programação completa do 12º Seminário DOCOMOMO Brasil

Começa hoje o 12º seminário DOCOMOMO BRASIL, em Uberlândia, que contará com a presença especial de Kenneth Frampton e de Ana Tostões, presidente do Docomomo Internacional. O 12 Seminário Docomomo Brasil foi organizado pelo Docomomo Minas e pela UFU – Universidade Federal de Uberlândia, FAUED – Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design, PPGAU – Programa de Pós-Graduação em parceria com o Docomomo Brasil. Durante sua realização deverá ser eleita a nova coordenação do Docomomo Brasil para o biênio 2017 / 2019.

21 DE NOVEMBRO DE 2017

Credenciamento e Inscrições
Local: Auditório Bloco 3Q– a partir das 14 horas

Abertura:
18h30: Sessão de Abertura do Evento
Local: Auditório Bloco 3Q
Universidade Federal de Uberlândia – Campus Santa Mônica

19h30: Conferência de Abertura
Convidado: Kenneth Frampton 
Ware Professor of Architecture
Graduate School of Architecture, Planning, and Preservation
Columbia University, New York-USA
Local: Auditório Bloco 3Q
Universidade Federal de Uberlândia – Campus Santa Mônica
Debatedora: Sylvia Ficher

22 DE NOVEMBRO DE 2017

09 horas: Mesa Redonda 1 – Preservação do Patrimônio da Arquitetura e do Urbanismo Modernos no Brasil: interlocução e atuação dos órgãos de preservação.
Local: Auditório A-B  – Bloco 5R – Campus Santa Mônica

Moderador: Hugo Segawa (FAUUSP)
9h05 – Andrey Rosenthal Schlee (IPHAN/UnB)
9h45 – Michele Abreu Arroyo (IEPHA-MG)

10h25 – 10h40 – Intervalo – COFFEE BREAK

10h40 – José Pessôa (UFF)
11h20 – Flávio Carsalade (UFMG)
12h00 – Debate
12h30 – Encerramento

12h30 – 14h00: INTERVALO PARA ALMOÇO

14h00 – 16h05: Sessões de Comunicações
Auditório A, B, C, – Bloco 5 O – Campus Santa Mônica

16h05 – 16h20 – COFFEE BREAK

16h20 – 18h25: Sessões de Comunicações
Auditório A, B, C – Bloco 5 O – Campus Santa Mônica

A partir das 18h30 – Lanche

19h00: VISITA À EXPOSIÇÃO: Arquitetura Moderna na América Latina – Do LAMA ao Caos –  Leonardo Finotti 

19h30 – Mesa Redonda 2: Difusão da Arquitetura Moderna na América Latina
Local: MUnA – Museu Universitário
Praça Cícero Macedo, 309 – Fundinho, Uberlândia

Moderador: Fernando Luiz Camargos Lara (UFMG)
19h40 – Carlos Eduardo Dias Comas (UFRGS)
20h15 – Carlos Alberto Ferreira Martins (IAU-USP)
20h50 – Leonardo Finotti – Michelle Jean de Castro (LAMA-SP)
21h20 – Debate
22h00 – Encerramento

23 DE NOVEMBRO DE 2017

09h00 – Mesa Redonda 3: Restauro e Conservação: intervenção e enfrentamento das patologias técnico-construtivas contemporâneas – Programa “Keeping it Modern” no Brasil (Getty Foundation)
Local: Auditório Auditório A – B – Bloco 5R – Campus Santa Mônica

Moderador: Fernando Diniz
9h05 – Renato Gama-Rosa Costa (FIOCRUZ). Pavilhão Arthur Neiva – Rio de Janeiro, Brasil | Jorge Fereira
9h45 – Maria Lúcia Bressan Pinheiro (FAUUSP). Edifício da FAU USP – São Paulo, Brasil | Vilanova Artigas

10h25 – 10h40 – Intervalo – COFFEE BREAK

10h40 – Renato Luiz Sobral Anelli /Ana Lúcia Cerávolo (Instituto Lina e P. M. Bardi – IAU-USP). Casa de Vidro – São Paulo, Brasil | Lina Bo Bardi
11h20 – Silvio Oksman (Associação Escola da Cidade) – Museu de Arte de São Paulo – MASP – São Paulo, Brasil | Lina Bo Bardi
12h00 – Debate
12h30 – Encerramento

12h30 – 14h00: INTERVALO PARA ALMOÇO

14h00 – 16h05: Sessões de Comunicações:
Auditório A, B, C, D – Bloco 5 O – Campus Santa Mônica

16h05 – 16h20 – COFFEE BREAK

16h20 – 18h30 – MOMO-TOUR

16h20: Assembleia do DOCOMOMO Brasil
Local: Auditório A – B  Bloco 5R – Campus Santa Mônica

Pauta:
– relatório da Coordenação Nacional 2016/2017 (novo site, retomada do Docomemos, revista | docomomo_br , Virtual Exhibition  –  DOCOMOMO Internacional)
– eleição gestão 2017 – 2019
– lançamento da revista | docomomo_br

A partir 18h30 – Lanche 
19h00: Mesa Redonda 4: Livros de Arquitetura e Urbanismo Modernos
 – Lançamento de Livros
Local: Igreja Espirito Santo do Cerrado – Arquiteta Lina Bo Bardi e Colaboradores Marcelo Ferraz e André Vainer

Moderador: Danilo Matoso (Docomomo UnB/ Câmara dos Deputados)
19h15 – Ana Esteban Maluenda (Universidad Politécnica de Madrid, Espanha)
19h55 – Abílio Guerra (Romano Guerra Editora – Portal Vitruvius)
20h25 – Fernando Luiz Camargos Lara (UFMG)
20h55 – Debate
21h25 –  22h00 – lançamento de livros

24 DE NOVEMBRO DE 2017

09h00: Mesa Redonda 5: Patrimônio do Movimento Moderno e interlocução com a sociedade: gestão, adaptações e reuso.
Local: Auditório 5 S – Bloco 5 S – Campus Santa Mônica

Moderador: Renato Gama-Rosa Costa
9h05 – Horacio Enrique Torrent Schneider (Universidad Catolica de Chile) – Edifício da CEPAL – Santiago, Chile  | Emilio Duhart
9h45 – Ayrton Camargo e Silva (Diretor da Estrada de Ferro de Campos do Jordão – SP) – Casa Modernista | Gregori Warchavchik
10h20 – Flavia Brito do Nascimento (FAUUSP) – Blocos de Memorias: Habitação Social, Arquitetura Moderna e Patrimônio Cultural
11h00 – Debate
11h30 – Encerramento

11h30 – 12h30 – MOMO-TOUR

12h30 -14h00: INTERVALO PARA ALMOÇO

14h00 – 16h05: Sessões de Comunicações 
Auditório A, B, C, D – Bloco 5 O – Campus Santa Mônica

16h05 – 16h20 – COFFEE BREAK

16h20: Mesa Redonda: 25 ANOS DO DOCOMOMO BRASIL: ORIGEM E TRAJETÓRIA
Local: Auditório 5 S – Bloco 5 S – Campus Santa Mônica

Convidados: Coordenadores DOCOMOMO Brasil
Moderadora: Marta dos Santos Camisassa
–    Anna Beatriz Ayrosa Galvão (DOCOMOMO | BA) (DEPOIMENTO)
–    Angela Pedrão (DOCOMOMO | BA)
–    Lucio Gomes Machado (DOCOMOMO | SP)
–    Hugo Segawa (DOCOMOMO | SP) (DEPOIMENTO)
–    Carlos Eduardo Comas (DOCOMOMO | RS) (DEPOIMENTO)
–    Sonia Marques (DOCOMOMO | PE ) (DEPOIMENTO)
–    Luiz Manoel Eirado do Amorim (DOCOMOMO | PE)
–    Fernando Diniz Moreira (DOCOMOMO | PE) (DEPOIMENTO)

–   Lançamento da revista | docomomo _br

18h30 – Lanche 

19h00:  Conferência de Encerramento: O DOCOMOMO Internacional e suas ações junto a sociedade
Local: Auditório 5 S – Bloco 5 S – Campus Santa Mônica

Convidada: Ana Tostões
Presidente do DOCOMOMO Internacional
Professora Catedrática, Coordenadora do Programa Doutoramento em Arquitetura do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, Portugal
20h00 – 20h30 – debate

20h30 – Sessão de encerramento

21h30 – Jantar/Festa de encerramento e de comemoração –  25 Anos do DOCOMOMO Brasil (sob adesão)
Local: Uberlândia Clube – Rua Santos Dumont, 517, Centro.

PROGRAMAÇÃO PRÉ-EVENTO E PÓS-EVENTO

Workshops
17/11/2017 a 20/11/2017
Workshop  – Uberlândia | Palácio da Justiça – Fórum de Uberlândia
Arquitetos Convidados: Roberto Pinto Manata e José Carlos Laender

MOMOTOUR

22 a 24/11/2017
Uberlândia-MG 

25/11/2017
Sacramento-MG – Vila dos Operadores de Jaguara;
Araxá-MG – CBMM Casa de Hóspedes – Rino Levi  Arquitetos Associados; Conjunto Paisagístico: Parque da Estância do Barreiro  e Fonte Andrade Junior – Francisco Bolonha e Roberto Burle Marx.

Lançamento da Revista Docomomo Brasil

O DOCOMOMO Brasil, como parte das comemorações dos seus 25 anos, tem o prazer de anunciar a publicação do número 01 da revista | docomomo_br.

O lançamento ocorrerá na Assembleia do 12º Seminário DOCOMOMO Brasil.

Uberlândia-MG
23 de novembro
às16h20
Auditório A – B Bloco 5R – Campus Santa Mônica

12º Seminário DOCOMOMO Brasil

O tema do 12º Seminário DOCOMOMO Brasil pretende contribuir no debate sobre a preservação e sobre a difusão do acervo arquitetônico e urbanístico do Movimento Moderno brasileiro no sentido de seu reconhecimento pela sociedade em geral. Desse modo, o objetivo deste Seminário é avançar no estudo destas práticas e pensar as diferentes formas de ampliar o diálogo e a ação do DOCOMOMO Brasil com as comunidades envolvidas e com os diferentes órgãos preservacionistas, entendendo-se que ambos atores são responsáveis pela tutela desse patrimônio cultural. Coloca-se assim em questão como o DOCOMOMO Brasil pode ampliar seu engajamento social atuando junto a grupos sociais, associações culturais, instituições, ONGs, órgãos governamentais e mesmo outros setores da academia, para propor alternativas de uso, de gestão e de atribuição de valor e também promover a apropriação do patrimônio moderno e dos contextos que o envolvem.
Clique aqui para maiores informações

VILANOVA ARTIGAS: Casas Paulistas

O Docomomo_Brasil, o IAB-PE, o MDU/UFPE e a Romano Guerra Editora convidam para a palestra e lançamento do livro:

"Vilanova Artigas - casas paulistas" de Marcio Cotrim

Terça-feira dia 18 de abril de 2017, às 19h no IAB-PE
Rua Jener de Souza, n.130, Derby, Recife-PE

Abertura: Fernando Diniz - Coordenador Geral Docomomo Brasil
Apresentação do Livro: Marcio Cotrim

O livro se origina da tese de doutorado defendida com em julho 2008 na Universidade Politécnica da Catalunha, de autoria de Marcio Cotrim e sob a orientação dos professores Fernando Alvarez Prozorovich (Espanha) e Abilio Guerra (Brasil), que assinam a apresentação do livro, onde pode ser ler o seguinte:

“Evitando mecanismos apriorísticos, o autor trabalhou com uma grande quantidade de material original do período analisado disponível no arquivo de Vilanova Artigas, visitou e experimentou suas casas, conversou com seus proprietários e recolheu valiosos depoimentos. Além disso, realizou um trabalho de análise metodologicamente impecável no qual se destacou o interesse pela obra e a necessidade de revelar o modus operandi do autor, buscando recordar o ‘muito no pouco’, como diz o poema de Fernando Pessoa citado pelo próprio Artigas em seu texto 'O desenho', de 1967. E devemos reconhecer que não é tarefa fácil o desafio de analisar obras e projetos estilisticamente tão diferentes como as casas Elza Berquó, José Mário Taques Bittencourt III, Ariosto Martirani, Alfred Günther Domschke, Juvenal Juvêncio, Elias Calil Cury ou José Vieitas Neto. Na confrontação com a doxa arquitetônica de sua época, expressada pela jovem crítica brasileira desencantada frente aos dogmas modernos reinantes, Artigas parece eleger dar um passo atrás, talvez para não ficar completamente isolado”.

Na ocasião, o livro estará à venda pelo preço promocional de apenas R$40,00.

Patrocínio: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo

Realização: Governo do Estado de São Paulo e Ministério da Cultura, Lei de Incentivo à Cultura.
Apoio Cultural: Projeto Vilanova Artigas, Gail e Senac

Sanatório de Curicica

Atual Hospital Municipal Raphael de Paula Souza e Centro de Referência Professor Hélio Fraga, Ensp/Fiocruz.
Arquiteto Sergio Bernardes, 1952.

Vista do Sanatório de Curicica Sanatorium durante sua construção. Fonte: Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz. Sem data

Inaugurado em 25 de janeiro de 1952, é parte de uma série de quatro hospitais para doenças tratadas em isolamento na Baixada de Jacarepaguá, cidade do Rio de Janeiro, Brasil, que foram implantados entre as décadas de 1920 e 1950, quando a região ainda tinha características rurais.

O complexo sanatorial, com caráter de experimentação e de vanguarda, se encontra em processo de tombamento em nível municipal, e em risco de perder suas características plásticas e de habitabilidade propostas no projeto, bem como ter destruídas partes ainda existentes da construção original. O projeto é representativo das primeiras obras do arquiteto carioca Sergio Bernardes, quando este dirigia o Setor de Arquitetura da Campanha Nacional Contra a Tuberculose (CNCT), subordinada ao Serviço Nacional de Tuberculose (SNT). Segundo a recomendação do SNT, a construção deveria ser econômica e de baixo custo de manutenção, seguindo princípios de racionalidade projetual e construtiva. O programa original previa pavilhões de tratamentos para os tuberculosos, edifício hospitalar, edifícios complementares administrativos e de serviços, igreja, edifícios destinados à pesquisa, casa do diretor médico e alojamento para os funcionários.

Vista do Sanatório de Curicica Sanatorium durante sua construção. Fonte: Departamento de Arquivo e Documentação da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz. Sem data

Os edifícios mais significativos, como a Igreja e a residência do médico, apresentam qualidades únicas e destacam-se, sendo seguidos por sequências de pátios ajardinados e pavilhões de mesmas dimensões articulados por passagens cobertas. O conjunto dos pavilhões de tratamento segue rigorosamente uma modulação. Essa opção se refletiu ainda na utilização de sistema de pré-moldados em concreto armado, permitindo o barateamento e a rapidez da obra, atendendo as recomendações do ministério e possibilitando a reprodução de complexos similares como o da extensão do Sanatório de Sancho em Pernambuco. O resultado da espacialidade, longe de ser apenas funcional, é de grande efeito plástico, criando-se um percurso em que o ritmo de edificações e áreas abertas propicia um lugar com características arquitetônicas excepcionais.

A partir da década de 1980 com a extinção da CNTC e, posteriormente até o ano 2000, com a municipalização dos serviços de saúde, o complexo foi dividido em duas instituições. Uma hospitalar e municipal, com os pavilhões de tratamento, o hospital e edifícios de serviços complementares - administrativos e de serviços. Outra de pesquisa e federal, que conta com os edifícios originalmente pensados para esta finalidade, bem como a casa do diretor e os alojamentos, sob a responsabilidade da Escola Nacional de Saúde Publica (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ).

A parte do complexo sob a gestão federal está razoavelmente preservada, embora exija recuperação e manutenção adequadas. Isto não ocorre com o conjunto de edifícios que servem ao hospital municipal. Esse, em situação precária de manutenção e de perda eminente, apresenta os limites do terreno em parte invadidos por habitações de baixa-renda e pelo próprio poder municipal, que em um dos extremos construiu creches para atender crianças das imediações, e, em outra, demoliu pavilhões alegando a precariedade da sua conservação para promover a construção de escolas públicas. Ambos os usos são inadequados, pois estão na proximidade de um hospital que atende tuberculosos com alto grau de contaminação.

Aliado a isso, a baixada de Jacarepaguá é hoje um dos principais eixos de interesse do capital imobiliário, o que foi intensificado com a criação do sistema de transporte de superfície baseado em corredores expressos de ônibus ou Bus Rapid Transit – BRT, que teve impacto significativo, formal e de escala, sobre o conjunto, pois na sua parte frontal passa em via elevada. Por outro lado, é consequente o efeito deste sistema de transporte sobre a estrutura fundiária e social da região, possibilitando um maior valor de mercado ao terreno e possibilitando o consequente interesse pela desativação do hospital para alienação.

Autores: Ana Albano Amora, Renato Gama-Rosa Costa, Thaysa Malaquias, Michael Jordan

Severiano Mario Porto

Promovida pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Amazonas (CAU/AM) em comemoração aos 87 anos do arquiteto Severiano Mário Porto, a Exposição Itinerante “Severiano Mario Porto” conta com 16 quadros fotográficos que retratam a obra do arquiteto no Amazonas. Assinam a exposição fotográfica:.Gonzalo Renato Nunez Melgar, Heraldo Costa dos Reis e Iuçana Mouco

Em março de 2017, foram tombadas pela Assembleia Legislativa do Amazonas, por seu interesse arquitetônico, histórico e cultural, as edificações projetadas por Porto construídas no Estado do Amazonas. Entre elas está o Fórum Henoch Reis, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), a Sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e mais de 20 outras importantes obras.

Kirchgässner: um modernista solitário

A mostra montada no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, até o dia 4 de junho, sob a curadoria de Salvador Gnoato  (secretário executivo do Docomomo_Brasil 2012 - 2013), conta com obras ainda desconhecidas do arquiteto que antecipou o modernismo no Brasil, Frederico Kirchgassner (1899-1988). Conta também por obras de Hilda Kirchgassner, sua esposa, que também era artista visual.

sobre o arquiteto

Kirchgässner nasceu na Alemanha em 1899, vindo para o Brasil em 1909. Instalado em Curitiba, estudou Artes Plásticas e Arquitetura por correspondência na Architektur System Karnack Halchfeld de Potsdam e na Deutsche Kunstchule de Berlim. No final da década de 1920, foi para Berlim onde fez provas e tirou seu diploma. De volta a Curitiba, projetou a casa em que morou, no ano de 1930 e desenhou e produziu seus móveis de design inovador. Localizada no centro da capital paranaense, a casa de Kirchgassner surpreendeu com a estética modernista. “Inserido na formação multicultural de Curitiba, Kirchgassner executou as primeiras casas modernistas da cidade dentro do espírito das vanguardas da Alemanha dos anos 1920”, pontua o curador da exposição. Além da arquitetura, dedicou-se à pintura, e este seu lado artístico também é exposto na mostra.

Delfim Amorim em Casa

A exposição “Delfim Amorim em casa” que se realiza em Povoa de Varzim, Portugal, desde o dia 2 último, inaugura o ano comemorativo do centenário do nascimento do arquiteto e é fruto do esforço conjunto da Câmara Municipal Póvoa de Varzim / Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, da Universidade Federal de Pernambuco e da Universidade Federal da Paraíba. É organizada pelos arquitetos Luiz Amorim (secretário executivo do Docomomo_Br 2014-2015) e José Ribeiro, segundo uma narrativa expográfica que associa seu pensamento arquitetônico aos seus projetos destinados à moradia – individual e coletiva. Trata, portanto, das casas de Amorim em sua casa, a Póvoa de Varzim, mas contempla também obras relevantes projetadas para as cidades de Guimarães, Vila do Conde e Porto, algumas delas ainda desconhecidas dos estudiosos da arquitetura moderna em Portugal. Obras realizadas em solo brasileiro se fazem presentes para permitir uma reflexão sobre a permanência de modos de pensar e de fazer ao longo da sua curta, mas profícua, carreira.

Sobre o arquiteto

O arquiteto Delfim Fernandes Amorim nasceu em Portugal, na freguesia de Amorim, concelho da Póvoa de Varzim, em 2 de abril de 1917. Estudou na Escola Superior de Belas Artes do Porto, onde obteve seu título de arquiteto em 1947 e atuou como professor assistente em 1950 e 1951. Participou ativamente dos movimentos de implantação e divulgação da arquitetura moderna, tendo sido fundador e militante da Organização dos Arquitetos Modernos (ODAM). Suas obras construídas e projetadas foram expostas em mostras nacionais e publicadas em revistas portuguesas. Em dezembro de 1951 emigou para o Brasil, como consequência do recrudescimento político do regime Salazarista e da defesa vigorosa deste sistema político de uma arquitetura nacional, reduzindo, portanto, as oportunidades de trabalho para os jovens arquitetos modernistas portuguesa. No Recife, a cidade por ele escolhida, foi professor no Curso de Arquitetura da Escola de Belas Artes de Pernambuco, depois Faculdade de Arquitetura da Universidade do Recife. Delfim Amorim tornou-se um dos arquitetos mais atuantes na Região Nordeste do Brasil, entre 1952 e 1972. Sua marca principal é a conciliação entre princípios modernistas e modos de fazer associados às culturas regionais. Sua morte prematura em 1972, aos 55 anos de idade, ceifou uma obra que estava em pleno vigor.

Agradecemos a colaboração de Luiz Amorim, membro do Conselho Consultivo e filiado do Docomomo

Carta manifesto em apoio à preservação da arquitetura moderna do Recife

Aconteceu no dia 16 de março na sede do IAB-PE, no antigo edifício do Pavilhão de Óbitos, um das primeiras obras da Arquitetura Moderna em Recife, o debate sobre a “Descaracterização da Arquitetura Moderna”, com a participação de Marco Antônio Borsoi (arquiteto e filho de Acácio Gil Borsoi), Tota Maia (arquiteto e filho de Heitor Maia), Ricardo Pessoa de Melo (arquiteto e filho de Vital Pessoa de Melo) e do arquiteto Wandenkolk Tinoco. Também esteve presente na mesa Maria Luiza Macedo Xavier de Freitas, secretária executiva do Docomomo_Brasil.

Como resultado do debate foi redigido um manifesto, o qual se pode acessar pelo link no facebook.

Participantes do debate. Foto: IAB-PE

Humberto Serpa: arquitetura

De autoria de Nara Grossi e elaborado a partir da dissertação de mestrado da autora, a obra apresenta um estudo sobre Humberto Serpa, um dos principais protagonistas da arquitetura mineira do século XX. "Apreciar Humberto Serpa é um exercício de sentir qualidades atemporais – mesmo que seja difícil definir o que e como são esses valores. Daí a importância desta introdução que Nara nos brinda sobre um arquiteto que pode ser a abertura para outras faces da pluralidade mineira. Que é também a pluralidade brasileira" (Hugo Segawa).

Museografia e Arquitetura de Museus: Fotografia e Memória

Ceça Guimarâes (organizadora). Rio de Janeiro, Rio Books.


Celebrar o centenário de nascimento e a obra fotográfica de Benício Whatley Dias (1914 - 1976), recifense e pernambucano, cujos trabalhos articulam o Movimento Moderno e o Patrimônio é um dos motivos dessa coletânea de artigos. Agrega-se a isso o interesse dos autores sobre Fotografia e Arte, Urbanismo e Museologia quando estas disciplinas despertam e conectam as formas de olhar sensíveis às transformações da paisagem urbana.
Desse modo, os textos de arquitetos e museólogos, historiadores e artistas, aqui reunidos, tratam das imagens fotográficas sob a perspectiva museológica e identitária, associando Fotografia, Museologia e Arquitetura - tanto no sentido da História Urbana quanto da Expografia e da Conservação.
Agradecemos a colaboração da filiada Ceça Guimaraes

Nova publicação: Blocos de memórias

Discorrendo sobre a patrimonialização da arquitetura em âmbito nacional e internacional, Flávia Brito do Nascimento propõe um estudo dos conjuntos residenciais construídos no Brasil entre os anos de 1930 e 1964, a  partir da análise dos seus processos de tombamento e de suas publicações em periódicos especializados. A autora discute a concepção de memória da arquitetura moderna brasileira desenvolvida nos anos 1980 e a construção da ideia do não lugar dos conjuntos residenciais no patrimônio cultural. Dedica-se ainda ao estudo dos aspectos materiais da preservação destas habitações destacando, neste contexto, a trajetória do Conjunto Residencial do Pedregulho, no Rio de Janeiro.

Blocos de Memória insere-se, assim, no debate sobre preservação da arquitetura e urbanismo modernos, realçando a importância histórica dos conjuntos residenciais e o que representam como patrimônio.

O lançamento se realizou no dia 22 de março em São Paulo, e no dia 30 de março no Rio de Janeiro

Realizado em Palmas o II SAMA

Entre os dias 13 e 16 de março ocorreu o II SAMA em Palmas, no Tocantins. O SAMA é um evento anual e itinerante que se iniciou em Manaus em 2016 e deverá percorrer todas as capitais da Amazônia Legal.

Nessa segunda edição, organizada pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) e Centro Universitário Luteranos de Palmas (CEULP/ULBRA), participou um número bastante expressivo de inscritos, cerca de 700, de 16 estados brasileiros. Entre os conferencistas estavam Hugo Segawa (USP), Hélio Olga (Ita Construtora), Gustavo Utrabo (Aleph Zero Arquitetura), Luis Fernando Cruvinel e Walfredo Oliveira (autores do plano de Palmas), José Botura Portocarrero (UFMT) e Celma Paes (UFPA).

Durante o evento foi feito o pré-lançamento do periódico AMAzônia Moderna, produto do SAMA e primeira revista acadêmica de arquitetura da região norte, exibida a mostra de filmes do Docomomo_BR e realizado o Samatour onde se constatou o estado de abandono da primeira sede da Assembleia Legislativa do estado, projeto do arquiteto Ernani Vilela.

No encerramento foi apresentada uma carta de apoio ao escritório Brasil Arquitetura em razão de recente constrangimento midiático e iniciada a campanha #salveantigaALtocantins para alertar a sociedade para o descaso com o patrimônio arquitetônico no estado.
O III SAMA será em fevereiro de 2018 na cidade de Belém.

Agradecemos ao filiado Marcos Cereto pela colaboração

Samatour à antiga sede da Assembleia Legislativa do Tocantins. Autoria: comissão organizadora II SAMA

Apresentação da Revista AMAzônia Moderna por sua comissão editorial. Autoria: Comissão organizadora II SAMA

Casa Vanna Venturi é tombada na Filadélfia

Vanna Venturi House. Foto: Carol Highsmith

A pioneira Vanna Venturi House projetada por Robert Venturi para a sua mãe em Chestnut Hill, nos arredores da Filadélfia, foi oficialmente tombada pelo Philadelphia Register of Historic Places. Projetada em 1962 e construída entre 1963 e 1964, a casa é um dos ícones da arquitetura pós-moderna. Tendo passado pelas mãos de apenas dois proprietários quando adquirida meses atrás, a casa está hoje integralmente conservada. O atual proprietário está plenamente comprometido com sua preservação.
http://philly.curbed.com/2016/11/11/13597060/vanna-venturi-house-historic-designation?mc_cid=8f8d39f39c&mc_eid=c89bab9486

O moderno em prosa e risco

No último dia 16 de novembro, realizou-se na sede do IAB RJ o primeiro evento preparatório para o IV Docomomo Rio 2017. O evento foi aberto pelo presidente do IAB-RJ, Pedro da Luz, sendo chamados para compor a mesa inicial os professores Renato Gama-Rosa (COC/Fiocruz) e Andréa Borde (PROURB/UFRJ), coordenador e vice do Docomomo-Rio, respectivamente, e Margareth Pereira (PROURB/UFRJ) para apresentarem e discutirem o tema O Moderno no Rio: do Risco ao Risco, que norteará as discussões do próximo seminário Docomomo Rio. 

Margareth Pereira iniciou sua palestra recuperando a noção de passado e de prospecção de futuro na relação com o patrimônio, ao lembrar uma série de intervenções que ocorreram na cidade do Rio do século XIX até os dias de hoje. Para Margareth os projetos realizados na cidade, desde Lauro Muller e Pereira Passos até às obras do Porto Maravilha, passando por Agache, Dodsworth e Carlos Lacerda, sempre lidaram com destruição, construção e reconstrução e, nesses casos, o patrimônio foi se reconfigurando para atender ao processo de transformação da cidade. Ela chamou atenção para o fato que tais projetos, de uma forma mais positiva que outros, agiam com base em planejamento, ausente nas intervenções contemporâneas. Concluiu sua palestra conclamando as instituições, em especial o Docomomo e o IAB, para juntarem esforços em ações de tomada de consciência quanto à conservação do patrimônio moderno no Rio de Janeiro, indicando possíveis caminhos para as próximas discussões que levarão ao IV Docomomo Rio.

Evento preparatorio docomomo rio realizado no IAB-RJ

 

Na mesma ocasião, a pesquisadora Ana Esteban Maluenda (Universidade Politecnica de Madrid), fez palestra de lançamento do livro La Architectura Moderna en Latinoamerica, por ela organizado.

Museografia e Arquitetura de Museus: Fotografia e Memória

Museografia e Arquitetura de Museus: Fotografia e Memória

Homenageando o fotógrafo pernambucano Benicio Watley Dias (1914 – 1976), cujas fotografias constroem uma imagem moderna do Recife nas décadas de 1930 a 1950, aconteceu em Lisboa, Madrid, Rio de Janeiro e Recife a quinta edição do Seminário Internacional Museografia e Arquitetura de Museus dedicado ao tema Fotografia e Memória.

Com o mérito de reunir pela primeira vez estudiosos brasileiros e estrangeiros voltados para pesquisa com o recente tema da fotografia, o seminário foi organizado pelo grupo de estudos ArqMuseus, da UFRJ, com a parceria de algumas instituições das cidades que o sediaram: em Lisboa pela ULHT e FA/ULisboa, em Madrid pela UPM, ETSAM e em Recife pelo LUP e MDU.

Em Recife contou com a conferência de abertura de Pedro Karp Vasquez sobre o recém-lançado livro de fotografias do Rio de Janeiro, de Cristiano Mascaro, e com a conferência de fechamento feita por Ulpiano Meneses sobre Imagem Visual, Fotografia e Memória.

Uma seleção de trabalhos do seminário já está reunida no livro Museografia e Arquitetura de Museus, Fotografia e Memória, organizado por Cêça Guimarães e editado pela Rio Books.

13/10/2016. Credito: Gil VIcente/Fanzine/Fundaj. 5º Seminário Internacional - Museografia e Arquitetura de Museus: Fotografia e Memória. Sessão de Comunicações. Cêça Guimaraens (UFRJ) - Benício Dias

13/10/2016. Credito: Gil VIcente/Fanzine/Fundaj. 5º Seminário Internacional - Museografia e Arquitetura de Museus: Fotografia e Memória. Conferência “Fotografia e Memória. A Lição do Mestre, com Pedro Vasquez, escritor, fotógrafo e editor, sobre a obra de Cristiano Mascaro, O Rio Revelado

Jockey Clube de Porto Alegre

No último Docomemos, publicamos, na seção Edifícios em Risco, o caso do Jockey Clube de Porto Alegre (RS), conhecido como Palácio de Cristal e tombado pela Prefeitura desde 2008. Em resposta, recebemos dos arquitetos Flávio Kiefer e Lídia Fabrício, informações de que o edifício em questão está passando por ações emergenciais de proteção dos dois pavilhões citados.

Apesar de não ser um restauro completo do conjunto, Kiefer ressalta que com essas ações já se conquistou um Plano Diretor para o complexo, a transferência da Vila Hípica para o entorno da pista, foram feitas benfeitorias no Pavilhão Social e há uma política de sustentabilidade em marcha. “O mais importante, porém, é o reconhecimento do poder público e da direção do clube da necessidade de restauração de sua arquitetura”, segundo bem pontua o arquiteto.

Parabenizamos Flavio Kiefer e Lidia Fabrício pelo trabalho desenvolvido no Jockey Clube, agradecemos as informações e desejamos que todo o trabalho seja levado a um bom termo, fazendo com que a integridade do conjunto seja mantida.

Salão do Jockey Clube. Foto: Flávio Kiefer

Edifício em risco: Rodoviária de João Pessoa, de Glauco Campello

Projetada por Glauco Campello, que venceu com ela o concurso público promovido pelo Governo do Estado da Paraíba em 1978, a Rodoviária de João Pessoa funde os fundamentos da arquitetura moderna com os preceitos para construir no Nordeste pautados por Armando de Holanda. Por optar por uma implantação eminentemente horizontal, o arquiteto consegue inserir a edificação no perfil do Centro Histórico de João Pessoa sem bloquear as visuais da Cidade Alta.  Recentemente a Prefeitura Municipal aprovou no Conselho do IPHAEP a construção de um Terminal de Integração Metropolitano que deverá ser erguido nas áreas de ampliação lateral da Rodoviária. O extenso programa do novo edifício além de romper com o gabarito definido pelo arquiteto, altera a malha urbana tombada em nível federal e estadual por incorporar à edificação a rua ali existente. A ampliação proposta nega a legislação autoral por não se dirigir ao arquiteto Glauco Campello para definir as bases de sua futura ocupação; nega também a legislação do Centro Histórico local, por se mostrar insensível às tratativas de preservação da paisagem histórica preconizadas em nível internacional pelo ICOMOS e chanceladas pelo próprio IPHAN.  Agradecemos ao colega Marco Coutinho da UFPB pelas informações.

Projetada por Glauco Campello, que venceu com ela o concurso público promovido pelo Governo do Estado da Paraíba em 1978, a Rodoviária de João Pessoa funde os fundamentos da arquitetura moderna com os preceitos para construir no Nordeste pautados por Armando de Holanda. Por optar por uma implantação eminentemente horizontal, o arquiteto consegue inserir a edificação no perfil do Centro Histórico de João Pessoa sem bloquear as visuais da Cidade Alta.

Recentemente a Prefeitura Municipal aprovou no Conselho do IPHAEP a construção de um Terminal de Integração Metropolitano que deverá ser erguido nas áreas de ampliação lateral da Rodoviária. O extenso programa do novo edifício além de romper com o gabarito definido pelo arquiteto, altera a malha urbana tombada em nível federal e estadual por incorporar à edificação a rua ali existente. A ampliação proposta nega a legislação autoral por não se dirigir ao arquiteto Glauco Campello para definir as bases de sua futura ocupação; nega também a legislação do Centro Histórico local, por se mostrar insensível às tratativas de preservação da paisagem histórica preconizadas em nível internacional pelo ICOMOS e chanceladas pelo próprio IPHAN.

Agradecemos ao colega Marco Coutinho da UFPB pelas informações.

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