PALESTRA O NORTE | FAU USP | ARQUITETURA BRASILEIRA EM DEBATE

A Palestra O Norte acontecerá virtualmente no dia 29 de setembro de 2020, ás 10h pelo link: https://www.youtube.com/channel/UCLY-6JJqMZSCwG4xlrRZSNA

O Norte –  Oficina de Criação é um centro de produção de arquitetura, desing, artes visuais e projetos culturais fundado em 1998 pelos arquitetos Bruno Lima, Chico Rocha e Lula Marcondes. O nome O Norte, além de ser a indicação da direção fundamental na de arquitetura, é uma homenagem a uma trajetória engajada de um grupo de intelectuais que criaram a Revista do Norte, publicação que era produzida nas nossas dependências e que se destacou por ter sido o primeiro periódico sobre arte e cultura do Norte-Nordeste. Editadade forma colaborativa entre 1923 e 1952, a revista deu voz ao movimento regionalista e contou a participação de: José Maria Carneiro de Albuquerque, GIlberto Freyre, Joaquim Cardoso, Ascenso Ferreira, os pintores Manoel Bandeira e Vicente do Rêgo Monteiro, entre outros.

O Norte mantém o espírito colaborativo em seus processos e atua em proximidade de grupos artísticos, culturais e sociais como a Associação do Povo Indígena Xukuru do Ororubá, o Maracatu de Baque Solto Leão Africano. Compartilha espaço e ações com os coletivos AtelieVivo, Massapê  e Vendaval Catalisadora de Impacto Social.

-Participou a exposição Brasil: Otras Arquitecturas na 17ª Bienal Internacional de Arquitecturas de Buenos Aires (2019);

-Participou da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo com um projeto do coletivo AtelierVivo sobre a experiência do Workshop de Desing-Build na comunidade de Santo Amaro, Recife/PE;

-Particiou da exposição Juntos que representou o Brasil na 15ª Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza (2016), com o projeto Escola Novo Mangue;

-Premiado na categoria residência unifamiliar no Prêmio IAB/PE (2009), com a residência no Derby;

-Premiado no “Jovens Arquitetos 2004”, organizado pelo IAB/SP e Museu da Casa Brasileira, com a residência Derby;

-Vencedor do concurso organizado pelo UNICEF, ONG Umbu Ganzá e Prefeitura do Recife para o projeto de arquitetura da Escola Novo Mangue (2002).

Bruno Lima

É arquiteto e urbanista pela UFPE (1997). Mestre (2013) e doutorando do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Urbano  (MDU/UFPE). É professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo/UFPE.

Chico Rocha

É arquiteto e urbanista pela UFPE (1998). Mestre (2016) pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFRN (PPGAU/CT-UFRN). É professor do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA).

Lula Marcondes

É arquiteto e urbanista pela UFPE (1997). Mestre (2007) pela Universidade do Texas (UT). É professor do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).

Carta de Repúdio – Destruição do painel de azulejos do edifício da Reitoria da UFPB

 

Destruição do painel de azulejos do edifício da Reitoria da UFPB

Carta de Repúdio

O Departamento de Arquitetura e Urbanismo [DAU UFPB], o Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo [PPGAU UFPB], juntamente com o Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento da Paraíba [IAB PB] e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Paraíba [CAU PB]  , vêm a público repudiar, veementemente, os fatos desastrosos ocorridos no Campus I da Universidade Federal da Paraíba.

Nas últimas semanas, a Superintendência de Infraestrutura [SEINFRA UFPB], responsável pelo planejamento e execução das obras na Cidade Universitária, destruiu um valioso mural de azulejos no prédio da Reitoria. Trata-se da destruição de um elemento que é parte indissociável da concepção do edifício, projetado originalmente para abrigar a Biblioteca da UFPB, em 1968, pelo arquiteto e urbanista Acácio Gil Borsoi, expoente nacional do Movimento Moderno na arquitetura brasileira.

Os procedimentos adotados pela Superintendência de Infraestrutura [SEINFRA UFPB], ignoram o zelo e o rigor com que o patrimônio construído, e todas as atividade relacionadas com a concepção, projeto e produção em arquitetura e urbanismo, são tratadas no âmbito do ensino e pesquisa da própria instituição. Esta destruição revela, em um gesto que tem sido recorrente, a ignorância e incapacidade de domínio dos aspectos básicos e conceituais que devem nortear uma intervenção arquitetônica; ignora a história, a tecnologia, a racionalidade e a própria prática deontológica; trata-se de uma atuação vandálica contra a primeira geração de edifícios da História da UFPB.

Nosso patrimônio arquitetônico moderno vem sendo destruído de forma recorrente na Cidade Universitária. Atualmente a SEINFRA, após aplicar sucessivas camadas de tinta verde no prédio da Diretoria do Centro de Tecnologia – principal edifício do primeiro conjunto arquitetônico da UFPB – assenta cerâmica sobre o concreto aparente, elemento marcante de nossa Arquitetura Moderna. Trata-se de uma prova da falta de domínio e conhecimento, por parte da Superintendência de Infraestrutura [SEINFRA UFPB], nas áreas da Engenharia e Arquitetura. Demonstra a dissociação, esquizofrênica, entre a competência da instituição no ensino e pesquisa e a incompetência dos setores de gestão, da própria instituição, em praticarem estes ensinamentos.  Sendo a Universidade o lugar do saber e da formação da sociedade, plena de intelectuais e pensadores, reduto de guardiões da memória, esses acontecimentos geram um sentimento de imensa frustração; afinal, a destruição é promovida por um órgão desta mesma Universidade.

No contexto mais amplo, o gesto de destruição do painel de azulejos da Reitoria, reflete a situação lamentável por que passa a Cultura em nosso país. O Patrimônio Cultural é memória de um povo e a essência do nosso ser; destruindo esse Patrimônio, as bases da nossa existência são corrompidas.

Esses fatos voltam a evidenciar a necessidade urgente de que a UFPB construa um Plano Diretor e que o mesmo, como resultado de sua forma de pensar, constitua as diretrizes de sua forma de fazer.

 

João Pessoa, setembro de 2020

Departamento de Arquitetura e Urbanismo [DAU UFPB]

Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo [PPGAU UFPB]

Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento da Paraíba [IAB PB]

Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Paraíba [CAU PB]

 

FAU Encontros – Por trás dos véus da Arquitetura Tropical Moderna

Enquanto a ortodoxia consolidava seu domínio sobre a arquitetura moderna na década de 1930, novas ideias das margens começaram a ampliar e questionar seu vocabulário limitador. Esta palestra trata da atuação de neozelandeses, ingleses, franceses, tchecos, birmaneses, em projetos na Índia, Argélia, Birmânia, Singapura, que se materializaram antes do final daquela década, paralelos ao trabalho muito divulgado de Le Corbusier e da arquitetura moderna de _Brazil Builds_, no desenvolvimento de propostas para domesticar o sol em climas quentes. A narrativa se concentra em um discurso esquecido, proferido em Rangoon, Birmânia, que se entusiasmou com um método de controle solar eficaz que logo foi esquecido, despertando ao mesmo tempo um desejo de que a arquitetura ampliasse a sua ambição por criar e celebrar atributos de identidade nacional.

, pelo Professor Pedro Guedes e direcionada pelo Professor Hugo Segawa, transmitida pela FAU-USP, irá ocorrer hoje às 9am, horário de São Paulo (13:00 Lisbon time & 20:00 Beijing time).

Arquiteto português e diplomado em Cambridge, Pedro Guedes atuou em Londres como associado ao escritório Pentagram, lecionou na Architectural Association e no Royal College of Art. É Senior Lecturer na University of Queensland, Austrália. Entre seus temas de pesquisa estão Arquiteturas Coloniais, Infraestruturas Globais de Conectividade, Transformação de Ideias em Artefatos, Ideias e suas Representações.