PALESTRA EMERSON VIDIGAL/ESTÚDIO 41 NA FAU USP

Palestra Virtual FAU USP no dia 20 de outubro de 2020 às 10h, pelo link abaixo:

https://www.youtube.com/channel/UCLY-6JJqMZSCwG4xlrRZSNA

Estúdio 41 é um escritório de arquitetura criado pela colaboração entre arquitetos formados em Curitiba, interessados no debate dos problemas relacionados à arquitetura e urbanismo. Tem como premissa o trabalho em equipe e o exercício colaborativo da profissão, entendendo essa estratégia de atuação como o principal meio de se alcançar qualidade no projeto de edifícios e espaços livres.

Principais premiações:

Estação Antastica Comandante Ferraz. Projeto vencedor em Concurso de Arquitetura, 2013, inagurado 2020.

Edifício Sede de Fecomércio/Sesc/Senac RS, Porto Alegre. Projeto vencedor em Concurso de Arquitetura, 2013. Em construção.

Masterplan para a Orla do Lago Paranoá, Brasília. Projeto vencedor em Concurso de Arquitetura, 2018.

Quilombola do Gurugi, Conde, PB. Projeto vencedor de Concurso de Arquitetura, 2019.

Operação Urbana Consorciada da Água Branca – Subsetor A1, São Paulo. Projeto vencedor em Concurso de Arquitetura, 2015.

Emerson Vidigal é arquiteto e urbanista pela UFPR – Universidade Federal do Paraná em 1997, Doutor em Arquitetura pela FAU USP em 2010, professor de Projeto na UFPR desde 2006. Atua no Estúdio 41 desde sua fundação 2007.

JEAN-LOUIS COHEN: PALESTRA NA FAU USP

JEAN-LOUIS COHEN NA FAU USP | LINK PARA YOUTUBE

A palestra será dia 19 de outubro de 2020, segunda-feira, às 9h.

JEAN-LOUIS COHEN (n. 1949), arquiteto francês, historiador da arquitetura e urbanismo modernos, é professor da New York University Institute of Fine Arts.

Aprofundou estudos sobre as metrópoles europeias, como Berlim, Paris, Moscou, Nova York entre outras, estabelecendo interrelações políticas, sociais, arquitetônicas e urbanísticas, registradas em publicações e curadorias em instituições como o Canadian Centre of Architecture, Institut Français D’Architecture de Paris, Centre Georges Pompidou, Pushkim Museum of Art de Moscou, Moderna Museet de Estocolmo, Deutsches Architekturmuseum de Frankfurt, entre outros espaços.

Dentre seus inúmeros livros, O Futuro da Arquitetura desde 1889, publicado em 2012 (com tradução brasileira de 2013) será o tema da palestra promovida pela FAU USP: sobre sua motivação, seus objetivos, a recepção da obra nos meios especializados, a ressonância e uma avaliação após oito anos desde seu lançamento.

São debatedores convidados o Prof. Carlos Eduardo Comas (FA-UFRGS), a Profª Sylvia Ficher (FAU-UnB) e Prof. José Lira (FAU USP).

Manifesto contra a demolição de obra modernista de Delfim Amorim

NOTA PÚBLICA
Mais um para o obituário arquitetônico: manifesto contra a demolição de obra modernista de Delfim Amorim
O Instituto dos Arquitetos do Brasil – Departamento Pernambuco (IAB-PE), por meio da sua Comissão de Patrimônio Cultural; o Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPE; o curso de Arquitetura e Urbanismo da UNICAP; o Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano; o Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Urbano da UFPE; o Núcleo Pernambuco do ICOMOS Brasil; o Núcleo Pernambuco e Direção Nacional do DOCOMOMO- Brasil e o Núcleo Pernambuco e Direção Nacional da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas vêm, em nota pública, demonstrar profunda indignação diante da recente constatação de demolição de um bem cultural, representativo do acervo da arquitetura moderna no Recife, que por muitos anos serviu como sede da Agência Estadual de Meio Ambiente, antiga Companhia Pernambucana de Recursos Hídricos (CPRH), na Rua de Santana, bairro de Casa Forte.
Concebido como residência particular, pertencente ao industrial pernambucano Miguel Vita, o imóvel reunia significativos atributos dos traços modernistas, com estruturas em balanços e coberta em empenas do tipo asas de borboleta. Projetado pelo arquiteto Delfim Amorim, que também nos brindou com obras arquitetônicas consideradas ícones de nossa memória arquitetônica, reunia elementos em muito exaltados pelos profissionais da área, pelos admiradores da nossa cultura local e pela sociedade, em geral.
Em sintonia com os princípios da salvaguarda cultural, as instituições que subscrevem essa nota reforçam a compreensão da preservação em seu sentido amplo e dinâmico, ultrapassando os limites do que configurou o patrimônio de pedra e cal para os exemplares da Arquitetura Moderna, cujas obras de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, em caráter nacional, e Acácio Gil Borsoi e Delfim Amorim, em significância regional, são expoentes. Conformam a expressão de um período relevante da história da arte e da arquitetura, insubstituíveis em seu suporte material e nos valores simbólicos a eles associados. A difícil missão da preservação exige uma prática institucional sensível a tais remanescentes, entendendo que o dever da preservação deve ocorrer para além das listas constantes nos instrumentos normativos em vigor, que em muito não acompanham as demandas efervescentes da sociedade atual.
As severas perdas não afetam apenas grupos específicos ou relações de vizinhança, pois significam o apagamento da memória histórico-cultural e também de parte da paisagem da cidade do Recife e do estado de Pernambuco. Nesse caso específico, o bem cultural havia sido previamente valorado por pesquisas acadêmicas, mas isso não se traduziu em seu reconhecimento institucional. Isso nos leva a conclamar que sejam feitas mudanças urgentes
nas formas de gerir o patrimônio cultural de nossa cidade e do nosso estado, prevenindo a ocorrência de novas perdas do nosso rico acervo arquitetônico e urbanístico, especialmente o patrimônio moderno.
Ademais, questionamos fortemente a legitimidade de uma a ação de demolição que ocorre em tempo recorde, em um final de semana, sem placa de obra e sabendo-se que o imóvel em questão havia sido indicado por professores da UFPE, especialistas em arquitetura moderna, para classificação como Imóvel Especial de Preservação (IEP), previsto na (Lei nº 16.176/1996). Embora não houvesse ainda uma definição, tal indicação já sinaliza que o órgão municipal de preservação tinha conhecimento do valor da edificação.
É diante desse sério cenário de ameaça, que convocamos as instituições públicas competentes a um apelo em favor da abrangência da preservação para a visão de bem cultural, o qual acumula vivências e significados sociais, que tanto refletem a trajetória da cidade do Recife e de seus cidadãos. Reforçamos a premente necessidade de atualização dos instrumentos normativos e a efetiva representatividade nas composições dos conselhos culturais e urbanísticos, para que possam lidar com os desafios constantes desse campo de atuação. Além disso, salientamos que é necessária a ampliação dos estudos para considerar novas formas de incentivos à preservação dos bens e novos usos com eles compatíveis, garantindo a manutenção de seu valor econômico sem prejuízo de seu valor cultural. Para isso, é preciso ampliar o grupo de atores participantes dessa discussão.
A Comissão de Patrimônio Cultural do IAB-PE e demais instituições que subscrevem a nota colocam-se à disposição dos órgãos de preservação do Recife e de Pernambuco para a ampliação do debate, de forma a encontrarmos soluções efetivas, considerando a dinâmica dos processos de valoração social, em favor da preservação cultural de uma memória viva, em benefício das gerações presentes e futuras, ao invés dos severos atropelamentos então evidenciados.

INSTITUTO DOS ARQUITETOS DO BRASIL – IAB/PE – COMISSÃO DE PATRIMÔNIO CULTURAL
DEPARTAMENTO DE ARQUITETURA E URBANISMO DA UFPE
CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO DA UNICAP
INSTITUTO ARQUEOLÓGICO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO PERNAMBUCANO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO URBANO DA UFPE
NÚCLEO PERNAMBUCO DO ICOMOS BRASIL
NÚCLEO PERNAMBUCO DOCOMOMO BRASIL e DOCOMOMO BRASIL
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ARQUITETOS PAISAGISTAS (Núcleo PE e Nacional)